Diretor-geral da APED em entrevista no ECO

21-04-22

Em entrevista ao ECO, o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, comentou a proposta de Orçamento de Estado, possíveis medidas para mitigar a subida dos preços, impactos para o consumidor, produção nacional, as margens dos retalhistas, entre outros temas atuais do setor.

Nesta entrevista, o diretor-geral da APED afirmou que a nova proposta de Orçamento de Estado para 2022 não combate verdadeiramente os principais desafios da atualidade, considerando fundamental que exista uma descida efetiva dos impostos sobre petrolíferos e combustíveis e que se aplique uma política eficaz de gestão dos fundos do PRR, para que estes financiamentos possam chegar às empresas e à sociedade.

Já do ponto de vista dos custos energéticos, do gás e da eletricidade, o diretor-geral da APED considera que são ainda necessárias medidas que se traduzam numa mudança efetiva e eficaz para desenvolver e fazer crescer a economia, como seria o caso de uma descida efetiva dos impostos sobre petrolíferos e combustíveis.

Sobre medidas mais relevantes para o setor, Gonçalo Lobo Xavier apela ao Governo que considere medidas que tenham impacto e que ajudem a mitigar os efeitos do crescimento da inflação, como a descida do IVA em alguns segmentos de produtos.

O diretor-geral da APED esclarece ainda que os associados não estão a aumentar as margens sobre as vendas de produtos, estando mesmo a absorver o impacto do aumento dos custos de produção, que já se encontram ente os 10” e os 20%. Valores que inevitavelmente acabarão a refletir-se no preço final para o consumidor e, originando uma possível perda de poder de compra.

Sobre a produção nacional, Gonçalo Lobo Xavier sublinha a necessidade de colaboração entre o Governo, a distribuição e os produtores para a valorização do setor.

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