Comunicado conjunto da CIP, APED e APCC

20-11-20

Tendo em conta a reunião do INFARMED desta quinta-feira, a CIP e as suas associadas, APED e a APCC, vêm mais uma vez chamar a atenção do Governo para a segurança das lojas e espaços comerciais, realidade validada pelas referências científicas dadas a conhecer na referida reunião com especialistas em saúde pública.

O estudo, desenvolvido por equipas do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com o Instituto Ricardo Jorge e a ARS Lisboa e Vale do Tejo, deixa claro que frequência de restaurantes, lojas e centros comerciais não parece estar associada a uma maior probabilidade de contrair o novo coronavírus: “estar exposto a centros comerciais e a restauração é mais frequente entre aqueles que não desenvolveram a infeção”.

Há muito que a APED e a APCC vêm dizendo que as lojas e os espaços comerciais são locais seguros onde os consumidores têm confiança.

Hoje, o cidadão sabe que pode frequentar as lojas do retalho alimentar e do retalho especializado em segurança. Os consumidores vão fazer as suas compras e abastecer as suas casas com máscara, respeitando as regras de segurança e distanciamento, beneficiando da higienização dos espaços e da monotorização por parte dos lojistas quanto ao cumprimento das regras.

Assim, vem a CIP e as suas associadas apelar mais uma vez ao Governo para alterar o rácio do número de pessoas em loja para 10 pessoas por 100 metros quadrados, à semelhança do que é praticado, por exemplo, em Espanha ou na Alemanha. Portugal tem, neste momento, o rácio de pessoas em loja mais baixo da Europa.

Esta alteração permitiria um maior tráfego em loja, com a mesma segurança e com maior possibilidade de terminar com as filas à porta das lojas, assegurando uma maior sustentabilidade às empresas e aos negócios.

A CIP e as suas associadas APED e a APCC lembram que, sem medidas que equilibrem a proteção da saúde pública e a manutenção da economia, não será possível às empresas manterem os níveis de emprego e sustentabilidade que têm assegurado.

Torna-se assim fundamental dar seguimento a uma medida que do ponto de vista da saúde pública já se confirmou, que em nada a compromete e, pelo contrário, poderá contribuir para evitar a concentração e aglomeração de pessoas, com consequências positivas para a vida dos cidadãos e da sua segurança.

As três instituições apelam ainda ao Governo para que, em face do que este sector já sofreu e tendo em consideração as referências supracitadas, não se acrescentem mais medidas que penalizem o retalho, o emprego e as fileiras que este sustenta.

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