O setor do retalho (alimentar e não alimentar) registou um desempenho positivo no primeiro semestre de 2016, com um crescimento de 1,8% face ao período homólogo, atingindo os 8.594 milhões de euros no volume de vendas, revelam os dados do Barómetro de Vendas da APED – Associação Portuguesas de Empresas de Distribuição.
A diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, considera que, em termos globais, os dados do Barómetro “são favoráveis para a economia portuguesa e revelam sinais positivos por parte do consumidor. No entanto, o setor irá continuar a estar atento às variações do contexto económico do país, cujos índices de crescimento são ainda tímidos. Aguardamos com expectativa o Orçamento do Estado para 2017 e impacto que as suas medidas possam ter no consumo privado e na atividade empresarial”.
O crescimento do setor no primeiro semestre deve-se ao comportamento do retalho alimentar, que registou um aumento do volume de vendas de 3,5%, com as categorias Perecíveis e Bazar Ligeiro a destacarem-se com um crescimento de 9,8% e de 6,0%, respetivamente.
A categoria dos Lacticínios registou um desempenho negativo com uma quebra de 2,4%, face ao semestre homólogo. Esta nova descida consolida uma realidade que tem vindo a verificar-se nos últimos anos.
O retalho não alimentar registou uma ligeira quebra no volume de vendas, na ordem dos 0,7%, face ao período homólogo.
Neste segmento destaca-se o crescimento de 3,2% da categoria Bens de Equipamento. Este aumento foi sustentado nas subcategorias Linha Branca (máquinas de lavar roupa e loiça e frigoríficos) e Eletrónica de Consumo (sobretudo em televisões – uma tendência que se regista regularmente por ocasião de grandes competições desportivas).
O Barómetro indica ainda um aumento das vendas com promoção que passaram dos 39,7% no primeiro semestre de 2015 para os 44,8% nos primeiros seis meses deste ano. A diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, considera que este aumento confirma que os portugueses “continuam a dar muita atenção à procura de bens com a melhor relação preço-qualidade”.
No primeiro semestre de 2016 o peso das marcas da distribuição registou uma descida de 1,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Quanto aos canais de distribuição os hipers registaram uma quebra residual de 0,3 pontos percentuais e os supers e os discounters subiram 0,8 e 0,6 pontos percentuais, respetivamente.