​Previsões para o retalho alimentar em 2019

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O novo ano aproxima-se e começam a proliferar as previsões. Com foco no retalho alimentar Sy Fahimi, vice-presidente sénior de estratégia de produtos da Symphony RetailAI, apresenta cinco tendências que poderão vir a marcar 2019.


Em declarações à publicação Chain Store Age, o responsável na empresa internacional focada no estudo e utilização de inteligência artificial no setor destaca:

1.“Rise of voice” - Ainda que as encomendas por voz estejam numa fase muito inicial, a ascensão dos assistentes de voz demonstra ter as suas mais-valias em outras áreas do retalho. A utilização de tecnologia de voz continua a conquistar popularidade no apoio aos consumidores ao melhorar a eficiência nos processos de encomenda e envio e pode também ser implementada internamente pelos retalhistas para simplificar processos e operações.

2.Online conquista terreno - o online vai alcançar uma maior predominância na experiência de compra. Por um lado, continuará a convergência do modelo “loja física-online” como canal único – que possibilita que os consumidores encomendem online e recolham na loja ou usem a opção de recolha click and collect em loja. Por outro lado, o online continuará a conquistar um papel de maior influência na compra, à medida que os consumidores terão como inspiração, por exemplo, as redes sociais.

3.“O atenuar das barreiras entre canais” - os consumidores estão sempre ligados a partir do seu telemóvel. E, por isso, as barreiras entre os diferentes canais e formatos será cada vez mais ténue, em nome da experiência oferecida ao consumidor.

4.Ascensão da procura pelo local e fresco - assistir-se-á a um crescimento contínuo e rápido da procura por produtos “frescos” e “locais”. Os consumidores estão cada vez mais informados e seletivos no que diz respeito à sua alimentação, e por isso, requerem uma maior transparência em relação aos produtos que escolhem, sobretudo quanto à sua origem.

5.Marcas próprias aceleram a inovação - os operadores de discount investiram mais em produtos de marca própria e, por isso, a qualidade conseguiu atingir os níveis das marcas de fabricante. Os consumidores têm mais opções por um menor custo, o que faz com que comprem mais produtos de marca própria. Face a este cenário, pela primeira vez, os detentores de marcas de fabricante estão a procurar formas mais diretas de se promoverem e influenciar os consumidores, tendo como base a criação de plataformas de gestão de dados.