Países emergentes impulsionam mercado de luxo

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Os consumidores dos mercados emergentes continuam a impulsionar o crescimento do setor dos bens de luxo. A conclusão é do estudo Global Powers of Luxury Goods, da Deloitte, segundo o qual 70% dos consumidores da China, Rússia e Emirados Árabes Unidos revelam ter aumentado os seus gastos nos últimos cinco anos.

Um número relativamente superior ao registado em mercados maduros como a União Europeia, os EUA e o Japão, onde 53% dos consumidores admite ter aumentado os gastos. De acordo com o estudo, as viagens e o turismo representam as grandes oportunidades de crescimento para o setor do luxo. Isto porque, quase metade das compras deste segmento são realizadas por consumidores em viagem, seja no mercado de destino (31%) ou no aeroporto (16%). Estes números sobem para 60% entre os consumidores dos mercados emergentes, que normalmente não têm acesso à mesma gama de produtos e marcas que podem ser encontrados em mercados mais maduros, como Lisboa.

O estudo revela ainda que os consumidores veem no digital o futuro do luxo, sendo que mais de 37% dos entrevistados sente que os produtos de luxo e tecnologia ficarão mais intimamente ligados, com os canais digitais a criarem a necessidade de conteúdos personalizados.

A quarta edição anual do estudo Global Powers of Luxury Goods analisa e enumera as 100 maiores empresas do setor a nível mundial, com base nos dados publicamente disponíveis relativos às vendas consolidadas de bens de luxo no ano fiscal de 2015, correspondente ao último exercício encerrado até junho de 2016. Segundo a análise, as 100 maiores empresas de bens de luxo geraram vendas de 212 mil milhões de dólares no ano fiscal 2015.