​Geração Z: o poder da mudança

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As diferenças geracionais nunca foram tão evidentes como nos dias de hoje, sobretudo no que diz respeito aos hábitos de consumo. A Geração Z - nascida entre meados dos anos 90 e a primeira década dos anos 2000 e nativa digital - vem marcar a diferença nesta área e lançar novos desafios, elencados pela especialista em retalho, Jasmine Glasheen.

No artigo “10 Things That Will Change As Gen Z Comes Into Buying Power”, publicado no site Retail Wire, Glasheen avança:

  1. O mobile deverá tornar mais fáceis as compras em lojas físicas, sobretudo no que diz respeito às suas potencialidades no checkout e na pesquisa sobre produtos (preços, stocks, dicas).
  2. Os sites terão de se adaptar às exigências desta geração, tornando-se mais rápidos, de fácil acesso, simples e sem informação e links desnecessários.
  3. Os atributos dos produtos serão a base para a reputação de uma marca, isto porque a geração Z – crescida em contexto de recessão económica – decide sobre asua compra em função dos atributos diferenciais de cada produto. Muito ao contrário dos seus antecessores - os millennials - para quem as estratégias de venda assentam em conceitos de “lifestyle”.
  4. As entregas deverão passar a ser gratuitas para qualquer produto e valor da encomenda. Esta é a expectativa dos consumidores Z.
  5. Os retalhistas deverão ter capacidade de se adaptar rapidamente às tendências que surgem nas redes sociais, dado que são a fonte de informação por excelência desta geração.
  6. As “pesquisas visuais” ganharão terreno, o que se explica pela utilização cada vez mais frequente de plataformas online como Instagram, Pinterest e o Snapchat.
  7. Os problemas com software não serão tolerados. Uma geração que “vive online” não tolera erros técnicos e exige uma seamless digital integration.
  8. As compras associadas a causas e statements continuarão a crescer, dado que estes consumidores estão cada vez mais atentos às questões sociais, ambientais, raciais, igualdade e comércio justo.
  9. O conceito crowdsourcing tornar-se-á obrigatório. Mais do que qualquer outra geração, a Z quer ter uma palavra ativa no desenvolvimento dos produtos e pretende que os retalhistas os mantenham informados sobre o processo.
  10. Os sistemas back-of-house estão a evoluir. Os retalhistas precisam ter a capacidade de aceder à informação de stocks e conseguir passar esses dados em tempo real aos consumidores, independentemente da plataforma que utilizem para comprar (na loja, no site ou até mesmo nas redes sociais).

Jasmine Glasheen, colunista na Retail Wire e colaborado dos blogs IBM Watson Customer Engagement e Retail Minded, conclui que perceber o perfil da Geração Z é o maior ativo dos retalhistas. É com base nisto que deverão continuar a preparar sua tecnologia e estratégias de marketing de forma a espelhar as preferências de compras exclusivas destes jovens consumidores.