As 10 oportunidades do comércio para 2017

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São inúmeras as previsões de tendências para o futuro, sobretudo na área da tecnologia, mas o enfoque dos retalhistas deve ser decidir onde concentrar os seus investimentos para atingir um crescimento rentável. Este é o desafio deixado pela consultora Bain & Company que identifica as dez oportunidades que este novo ano traz:

1. Inteligência artificial: Estes programas, que reconhecem padrões e criam as suas próprias decisões, já chegaram às empresas de distribuição. O avanço das tecnologias é uma boa oportunidade para o setor, já que melhora a experiência do consumidor e a operação das empresas.

2. Automatização dentro da loja: A tecnologia faz parte do dia-a-dia dos retalhistas e a automatização dentro da loja, ou seja, os robots, sensores e câmaras instaladas no interior dos estabelecimentos, vem melhorar a produtividade. Entre as vantagens encontram-se o facto de existir mais tempo para os vendedores se dedicarem ao cliente, oferecendo o melhor atendimento possível.

3. Segurança cibernética: Os ataques informáticos estão a aumentar e são cada vez mais sofisticados, ameaçando um dos bens mais valiosos do setor: a confiança do consumidor. A proteção dos dados pessoais dos consumidores e a segurança cibernética é, por isso, de extrema importância.

4. Eventos inesperados: Atualmente, os eventos inesperados contam com o poder de disseminação das redes sociais e podem apanhar os retalhistas desprevenidos. Para que as empresas reajam com rapidez é preciso que estejam preparadas de forma a conseguir minimizar os efeitos negativos.

5. Saúde e bem-estar: Os consumidores preocupam-se cada vez mais com a saúde e bem-estar e afirmam estar dispostos a pagar mais por isso. Apesar dos custos elevados, entre 2006 e 2016, as vendas de alimentos embalados orgânicos cresceram dez vezes mais do que o total de alimentos embalados. Esta tendência vai manter-se e é fundamental que o setor do retalho esteja atento às preferências do consumidor.

6. Consumidores nativo-digitais: Os millenials compram duas vezes mais por semana através da Internet que os consumidores da geração do "baby boom" e quase nove vezes mais através do smartphone. Exigem, por isso, que o serviço ao cliente responda de forma rápida aos ajustes necessários (os dados do relatório apontam 10 minutos como o tempo ideal de resposta através das redes sociais). É preciso incutir esta nova dinâmica nos retalhistas e dar especial enfoque aos consumidores nativos digitais.

7. Partilhar, alugar e emprestar: A economia partilhada – o conjunto de empresas que permite que consumidores e retalhistas acedam a bens e serviços de forma temporária – está a mudar a nossa maneira de viver. Estes novos modelos de negócio - como alugueres, trocas e empréstimos - vão beneficiar os retalhistas, já que os ajudam a responder às novas expectativas dos clientes.

8. Inovação insurgente: Os retalhistas combatem uma série de rivais digitais que vendem online diretamente aos consumidores. A pergunta que se impõe é: “O que podem os retalhistas fazer para conseguir competir com estes rivais?”. Combinar a mentalidade de uma startup e a influência de uma central de escala.

9. Parcerias: Os retalhistas podem importar ideias de uma ampla variedade de especialistas de classe mundial para melhorar a velocidade, aumentar a eficácia e reduzir os custos de inovação. De acordo com o relatório, as alianças e parcerias são vantajosas para o mercado da distribuição já que permitem aumentar a gama de serviços.

10. Realidade aumentada: A realidade aumentada permite que os consumidores experimentem os produtos virtualmente antes de comprar. Desta forma, os distribuidores conseguem, por exemplo, reduzir os custos associados às devoluções. Operacionalmente, os retalhistas podem visualizar antecipadamente o design das lojas, melhorar as decisões de localização, assim como otimizar o merchandising visual.